UFPI lança concurso para Técnico-Administrativo: poucas vagas, prova pesada e Legislação com papel decisivo na aprovação

Ronald Moura

Mon, 29 Jun 2026

UFPI lança concurso para Técnico-Administrativo: poucas vagas, prova pesada e Legislação com papel decisivo na aprovação

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) publicou o Edital nº 17/2025 para provimento de cargos Técnico Administrativos em Educação, abrindo uma nova porta de entrada para quem busca estabilidade no serviço público federal. São 12 vagas imediatas, distribuídas entre cargos de níveis médio e superior, com remuneração básica que pode ultrapassar os 4 mil reais antes mesmo das gratificações. O concurso é organizado pela COPESE, coordenadoria tradicional da UFPI em seleções públicas, e segue o regime da Lei nº 8.112/1990 e do Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação (PCCTAE). Para o concurseiro que mira carreira federal, trata-se de uma oportunidade rara, com data de prova já definida e prova objetiva com peso significativo em Legislação – justamente a disciplina mais negligenciada pela maioria dos candidatos.

Cargos, vagas e salários

O edital oferece oportunidades para nível superior (Enfermeiro, Tecnólogo em Educação Física, Engenheiro Mecânico, Tecnólogo em Engenharia Civil e Nutricionista) e nível médio (Técnico em Radiologia, Técnico em Contabilidade e Técnico em Agropecuária).

  • Nível E (superior): vencimento básico de R$ 4.967,04 e taxa de inscrição de R$ 140,00.


  • Nível D (médio): vencimento básico de R$ 3.029,90 e taxa de inscrição de R$ 120,00.

A esses valores somam-se benefícios como auxílio alimentação, auxílio transporte, auxílio pré-escolar, ressarcimento de plano de saúde e demais vantagens do PCCTAE, o que aumenta consideravelmente o valor final recebido em folha. As vagas estão distribuídas entre Teresina (Campus Ministro Petrônio Portella), Floriano (CAFS) e Bom Jesus (Campus Professora Cinobelina Elvas), o que amplia o alcance regional do certame.

Inscrições, isenção e cotas

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no site da COPESE, entre 14 de novembro e 11 de dezembro de 2025, com pagamento da taxa até 12 de dezembro de 2025, via GRU-Cobrança gerada no próprio sistema. O edital prevê isenção para candidatos de baixa renda inscritos no CadÚnico e para doadores de medula óssea, com pedidos de isenção podendo ser feitos entre 13 e 21 de novembro de 2025.

Há reserva de vagas para candidatos pretos e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, com percentuais definidos e regras detalhadas para confirmação da autodeclaração, seguindo legislação recente sobre cotas raciais e ações afirmativas.

Prova objetiva em janeiro: 50 questões e peso alto para Legislação

A prova escrita objetiva será aplicada em 25 de janeiro de 2026, em Teresina, das 8h às 12h (horário local), para todos os cargos, com duração de 4 horas.

A estrutura da prova é a mesma para todos os cargos:

  • 10 questões de Língua Portuguesa

  • 10 questões de Matemática

  • 10 questões de Legislação

  • 20 questões de Conhecimentos Específicos

Total de 50 questões, somando 100 pontos.

Os pesos chamam atenção:

  • Português: 10 questões, peso 1,5

  • Matemática: 10 questões, peso 1,5

  • Legislação: 10 questões, peso 2,0

  • Específicas: 20 questões, peso 2,5

Isso significa que Legislação, sozinha, pode render até 20 pontos – um quinto da prova inteira.

E há um ponto crucial para quem está montando estratégia: para ser aprovado, o candidato precisa acertar no mínimo 50% nas disciplinas básicas (Português, Matemática e Legislação) e 60% em Conhecimentos Específicos. Ou seja, não adianta ir muito bem na parte específica e “abandonar” Legislação: a disciplina pode simplesmente eliminar o candidato, mesmo com bom desempenho nas demais áreas.

Por que Legislação pode ser a grande armadilha – ou o grande diferencial

O edital já sinaliza, logo no início, que o concurso está ancorado em diplomas legais como a Lei 11.091/2005 (PCCTAE), a Lei 13.325/2016 e a Lei 8.112/1990, que rege o regime jurídico dos servidores públicos federais. É natural, portanto, que o conteúdo de Legislação gire em torno de normas que tratam diretamente da carreira, da estrutura da UFPI e do serviço público federal. 

Na prática, isso traz três consequências importantes para o concurseiro:

  1. É uma disciplina muito cobrada e pouco amada.
    Por ser “seca” e baseada em lei literal, muita gente deixa Legislação para depois. Só que, neste edital, ela tem peso 2 e entra no cálculo da nota mínima das disciplinas básicas. Reprova em massa.

  2. O conteúdo é finito e previsível.
    Diferentemente de temas muito abertos, a Legislação parte de um conjunto de leis específico. Com um bom planejamento, é possível mapear artigo por artigo, construir resumos, quadros e fazer várias revisões até a prova.

  3. Ela decide empate e posição na lista.
    Em concursos disputados, onde a diferença entre ficar dentro ou fora das vagas é de poucos pontos, dominar Legislação pode significar subir dezenas de posições na classificação final.

Em resumo: quem trata Legislação como “acessório” de Português e Matemática entra em desvantagem. Quem decide fechar essa matéria com seriedade transforma um ponto fraco da maioria em ponto forte próprio.

O recado aos concurseiros e o próximo passo

Este concurso da UFPI reúne três elementos que não aparecem juntos toda hora: estabilidade federal, remuneração atrativa e edital com data de prova e regras claras já definidas. O tempo até janeiro de 2026 é suficiente para uma preparação estratégica, mas não permite improviso.

Para quem leu o edital com atenção, o alerta é direto: Legislação não pode ser “empurrada com a barriga”. É disciplina de corte, com peso alto e exigência de nota mínima.

Por isso, fiquem ligados: o Professor Ronald Moura irá abrir um curso ao vivo focado especificamente em Legislação para este concurso da UFPI, com o objetivo claro de fecharmos essa disciplina na prova e transformar o que hoje é preocupação em ponto de segurança na sua aprovação.

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